Guidable, a verdadeira história do Ratos de Porão

Guidable, termo criado pelos integrantes da banda para definir confusão mental, bagunça generalizada ou simplesmente um sei lá. Também pode ser usado quando não se acha a palavra certa no momento apropriado. Muitas vezes substitui o foda-se com eficiência.
Estréia no próximo dia 09 de maio no Cine Olido em São Paulo, o documentário “Guidable, a verdadeira história do Ratos de Porão” – registro oficial e sem censura de quase três décadas de drogas e muito barulho, documentadas em entrevistas com os precursores do movimento punk no Brasil.
Com 121 minutos de duração, Guidable traz a participação de grandes nomes da cena punk e rock como Rédson (Cólera), Clemente (Inocentes), Fabião (Punk Rock Discos), Andreas Kisser (Sepultura) e Iggor Cavalera (Cavalera Conspiracy).
O documentário marca ainda a estréia de Fernando Rick e Marcelo Appezzato na direção de longa-metragem.
Confira um bate-papo que tive com eles:
Como surgiu o convite para dirigir o documentário?
Rick: Em 2006, dirigi um clipe para a música Covardia de Plantão, do último disco dos caras. O clipe acabou sendo censurado pelo dono da Deck Disc, que achou o conteúdo muito violento (o que é absurdo, é uma violencia fake e exagerada), mas a partir deste contato, surgiu a idéia de fazer o documentário sobre a história da banda. Alguns outros diretores já haviam tentado realizar a tarefa, mas nenhum conseguiu concluir. Então resolvi arriscar, o resultado está aí.
Houve alguma intervenção direta da banda durante a produção do filme?
Rick: O João Gordo produziu o documentário e ajudou com idéias, deu umas opniões, mas tivemos liberdade total para realizar o filme do jeito que achamos que deveia ser feito.
Marcelo: Sem o material garimpado pelo Gordo, teria sido impossível realizar o filme. Nossa única limitação foi a maldita duração. Era muita história boa pra contar. Mas no DVD a gente vai poder mostrar tudo isso.
Quanto tempo levou o processo de reunir todo o matérial, entrevistas?
Rick: Entre pré-produção e pós-produção, foram 2 anos: 1 ano gravando depoimentos, entrevistando as pessoas, outro pra decupar, editar e fazer toda a pós do filme. Foram noites e mais noites em claro.
Marcelo: Acabamos tendo que recorrer a estimulantes poderosos. Esse filme destruiu meu vídeo cassete. Ah, e meu casamento, também.
Podemos dizer ainda hoje exista uma cena punk em São Paulo.
Rick: Depende. A música continua viva e bem, o punk e todas suas vertentes, são um estilo musical que não vai morrer nunca. Agora o movimento ideológico, político, etc, sempre foi muito deturpado e mal assimilado. Até hoje continua sendo.
Marcelo: E assim definha a humanidade.
Onde: Cine Olido – Av. São João, nº473 (Ao lado da Galeria do Rock) – São Paulo-SP
Quando: 09 de maio às 15h00 (R$1,00) e 11 de maio às 19h00 (grátis)


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- Henry