Behind the Websites

Criado pelo designer Ricardo Gimenes, o projeto Behind the Websites traz ilustrações bem-humoradas mostrando toda a “verdade” por trás de diversos websites. Nem o Google e o Twitter escaparam.
A primeira Guerra Social?

A invasão da Faixa de Gaza pelas tropas israelenses após o fim do cessar-fogo ocorrido em dezembro do ano passado já é chamada por alguns como a primeira Guerra Social.
Informações surgidas há todo instante sobre a atual situação no campo de batalha – número de mortos, feridos e imagens ao vivo dos bombardeios – são trocadas em tempo real pelo mundo todo através das redes sociais, blogs, celulares, vídeos, fotos e aplicativos.
Al Jazeera.net
Um bom exemplo é a cobertura online realizada pela rede de televisão Al Jazeera, aquela mesma que ficou conhecida como a CNN do mundo árabe após os ataques ao WTC. Além de criar um canal no YouTube, um widget e utilizar o Twitter, o mais popular serviço de microblogging, a rede lançou um mapa colaborativo onde qualquer um que tenha mais informações sobre o conflito pode participar relatando sua história.
Agora, se entre uma ofensiva e outra o seu computador estiver destruído por alguma bomba, é só mandar um SMS começando com a palavra a palavra GAZA ou seu vídeo para o email yourviews@aljazeera.net
Resistência Online
Já o Gaza Talk é um site criado como uma ferramenta de resistência com o objetivo de mostrar ao mundo o massacre que vem acontecendo em Gaza. E para isso, convoca todos na internet para um movimento de resistência online utilizando o Flickr, YouTube, Facebook, MySpace e também o Twitter, disponibilizando até mesmo um avatar para ser usado para quem aderir.
Nessa guerra, saem os tanques, armas e soldados. Entram as redes sociais, posts e usuários.
É evidente que depois da internet, nenhuma guerra e muito menos suas coberturas foram as mesmas. Graças a ela, não precisamos mais esperar os jornais impressos de amanhã para saber o que está acontecendo agora e não dependemos mais de alguns canais que não ousam de forma alguma interromper seus programas de auditório para informar seus telespectadores sobre sérios problemas que estão ocorrendo no mundo em que vivemos.
Palestinos ou israelenses, o fato é que mais de 500 pessoas morreram desde o início da operação e como sempre a maioria são civis.
Leia também:
Track Gaza Using Social Media via Mashable
YouTube, Twitter: Weapons in Israel’s Info War via Wired
Gaza: secondary war being fought on the internet via Times Online
Israel uses YouTube, Twitter to share its point of view via CNN
Entrevista: Mílton Jung, CBN São Paulo

“O jornalista nunca teve o monopólio da informação.” – Mílton Jung
Que a internet cada vez mais vem se tornando um dos principais veículos de comunicação não há dúvida. Informações – verdadeiras ou não – se espalham rapidamente através de diversos serviços online como MSN, Twitter, Redes Sociais e Blogs. Com isso, leitores, telespectadores e ouvintes passaram a produzir e distribuir notícias além de interagir diretamente com o conteúdo gerado por grandes sites de notícias e tradicionais jornais e emissoras de rádio e TV. Mas como essas mudanças afetam o dia-a-dia de profissionais de jornalismo?
Para falar um pouco sobre esse assunto, conversei com Mílton Jung, âncora do CBN São Paulo, jornalista e responsável pelo Blog do Mílton Jung.


